sábado, 9 de janeiro de 2010

foto tirada pelo meu amigo Christian Hesse

Vento do mar no meu rosto


E o sol a queimar, queimar

Calçada cheia de gente

A passar e a me ver passar

Rio de Janeiro, gosto de você

Gosto de quem gosta

Deste céu, desse mar,

Dessa gente feliz

Bem que eu quis escrever

Um poema de amor e o amor

Estava em tudo que eu quis

Em tudo quanto eu amei

E no poema que eu fiz

Tinha alguém mais feliz que eu

O meu amor

Que não me quis



Em tudo quanto eu amei

E no poema que eu fiz

Tinha alguém mais feliz que eu

O meu amor

Que não me quis

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

A mente apaga registros duplicados / Airton Luiz Mendonça



O cérebro humano mede o tempo por meio da observação dos movimentos.
Se alguém colocar você dentro de uma sala branca vazia, sem nenhuma mobília, sem portas ou janelas, sem relógio.... você começará a perder a noção do tempo. Por alguns dias, sua mente detectará a passagem do tempo sentindo as reações internas do seu corpo, incluindo os batimentos cardíacos, ciclos de sono, fome, sede e pressão sanguínea. Isso acontece porque nossa noção de passagem do tempo deriva do movimento dos objetos, pessoas, sinais naturais e da repetição de eventos cíclicos, como o nascer e o pôr do sol. Compreendido este ponto, há outra coisa que você tem que considerar: Nosso cérebro é extremamente otimizado.Ele evita fazer duas vezes o mesmo trabalho.Um adulto médio tem entre 40 e 60 mil pensamentos por dia.Qualquer um de nós ficaria louco se o cérebro tivesse que processar conscientemente tal quantidade. Qualquer um de nós ficaria louco se o cérebro tivesse que processar conscientemente tal quantidade.

Qualquer um de nós ficaria louco se o cérebro tivesse que processar conscientemente tal quantidade. Qualquer um de nós ficaria louco se o cérebro tivesse que processar conscientemente tal quantidade.


Por isso, a maior parte destes pensamentos é automatizada e não aparece no índice de eventos do dia e portanto, quando você vive uma experiência pela primeira vez, ele dedica muitos recursos para compreender o que está acontecendo. É quando você se sente mais vivo. Conforme a mesma experiência vai se repetindo, ele vai simplesmente colocando suas reações no modo automático e 'apagando' as experiências duplicadas. Se você entendeu estes dois pontos, já vai compreender porque parece que o tempo acelera, quando ficamos mais velhos e porque os Natais chegam cada vez mais rapidamente. Quando começamos a dirigir automóveis, tudo parece muito complicado, nossa atenção parece ser requisitada ao máximo.Então, um dia dirigimos trocando de marcha, olhando os semáforos, lendo os sinais ou até falando ao celular ao mesmo tempo. Como acontece?


Simples: o cérebro já sabe o que está escrito nas placas (você não lê com os olhos, mas com a imagem anterior, na mente); O cérebro já sabe qual marcha trocar (ele simplesmente pega suas experiências passadas e usa , no lugar de repetir realmente a experiência). Ou seja, você não vivenciou aquela experiência, pelo menos para a mente. Aqueles críticos segundos de troca de marcha, leitura de placa são apagados de sua noção de passagem do tempo.Quando você começa a repetir algo exatamente igual, a mente apaga a experiência repetida. Conforme envelhecemos as coisas começam a se repetir - as mesmas ruas, pessoas, problemas, desafios, programas de televisão, reclamações, -.... enfim.... as experiências novas (aquelas que fazem a mente parar e pensar de verdade, fazendo com que seu dia pareça ter sido longo e cheio de novidades), vão diminuindo. Até que tanta coisa se repete que fica difícil dizer o que tivemos de novidade na semana, no ano ou, para algumas pessoas, na década. Em outras palavras, o que faz o tempo parecer que acelera é a... ROTINA.A rotina é essencial para a vida e otimiza muita coisa, mas a maioria das pessoas ama tanto a rotina que, ao longo da vida, seu diário acaba sendo um livro de um só capítulo, repetido todos os anos.
Felizmente há um antídoto para a aceleração do tempo: M & M (Mude e Marque
Mude, fazendo algo diferente e marque, fazendo um ritual, uma festa ou registros com fotos.Mude de paisagem, tire férias com a família (sugiro que você tire férias sempre e, preferencialmente, para um lugar quente, um ano, e frio no seguinte) e marque com fotos, cartões postais e cartas.Tenha filhos (eles destroem a rotina) e sempre faça festas de aniversário para eles, e para você (marcando o evento e diferenciando o dia).Use e abuse dos rituais para tornar momentos especiais diferentes de momentos usuais.Faça festas de noivado, casamento, 15 anos, bodas disso ou daquilo, bota-foras, participe do aniversário de formatura de sua turma, visite parentes distantes, entre na universidade com 60 anos, troque a cor do cabelo, deixe a barba, tire a barba, compre enfeites diferentes no Natal, vá a shows, cozinhe uma receita nova, tirada de um livro novo. Escolha roupas diferentes, não pinte a casa da mesma cor, faça diferente. Beije diferente sua paixão e viva com ela momentos diferentes. Vá a mercados diferentes, leia livros diferentes, busque experiências diferentes.
Seja diferente. Se você tiver dinheiro, especialmente se já estiver aposentado, vá com seu marido, esposa ou amigos para outras cidades ou países, veja outras culturas, visite museus estranhos, deguste pratos esquisitos... em outras palavras... V-I-V-A. !!! Porque se você viver intensamente as diferenças, o tempo vai parecer mais longo. E se tiver a sorte de estar casado(a) com alguém disposto(a) a viver e buscar coisas diferentes, seu livro será muito mais longo, muito mais interessante e muito mais v-i-v-o... do que a maioria dos livros da vida que existem por aí. Cerque-se de amigos!Amigos com gostos diferentes, vindos de lugares diferentes, com religiões diferentes e que gostam de comidas diferentes. Enfim, acho que você já entendeu o recado, não é? Boa sorte em suas experiências para expandir seu tempo, com qualidade, emoção, rituais e vida.

E S CR EVA em tAmaNhos diFeRenTes e em CorES


di fE rEn tEs ! CRIE, RECORTE, PINTE, RASGUE, MOLHE, DOBRE, PICOTE, INVENTE, REINVENTE...
V I V A !!!!!!!

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

http://mirduarte.blogspot.com/

Blog da Michelle Duarte, adolescent girls / Legal ouvir esta geração de cabeça boa!

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

BOM DIA! Primeiro dia.

Quando começamos o ano, estamos em clima de festa. Mesmo que  soframos muito desde o ano findo, estamos como novos. Um ar de esperança por dentro e por fora. As noticias esquecidas amenizadas, mas sem tanto valor (as ruins). Aos poucos parece que a magia vai se derretendo como uma geada que deixou o vidro embassado e algumas goticulas ainda escorrem do lado d fora. O vidro vai ficando limpo  e logo se  pode ver a realidade...tudo voltando ao normal.Talvez Deus nos deixa meios enebriados com estas festas, passagem de ano, fé, ritos, esperanças, apertos d mao, abraços acalorados ( ate com quem nao se teve nenhuma intimidade anterior) tudo é alegria,educação,sorriso maroto, planos e por ai vai. Só pode ser obra divina! Olha em volta agora... relembra os sem teto, casas escorregando como brinquedos  morro abaixo, pessoas  com sonhos cortados num segundo do meio riso d comemoraçao. Assaltos tiros certeiros.Vidas acabadas com a efusiante euforia do alcool...num segundo.num estalar d dedos,sem que queiramos que o filme mude.

O meu desejo este dia, é que os jovens  voltem a ser humanos. Abaixem a cabeça aos velhos, comportem se como antes, quando o respeito existia. Quando o grito nao era preciso ser proferido para que eles nos vissem como gente, ouvindo com paciencia as historias engraçadas compridas de nossos avós. Que o consumo banal nao seja a base do começar a ganhar seu primeiro salario.  Que as etiquetas que falam mais do que um documentario por si só deixem de  se impor. Que as pessoas saibam valorizar a amizade.  Saibam estar presentes quando outros precisarem, com alegria e nao como um fardo. Que as crianças sejam respeitadas, educadas e alfabetizadas. Que voltemos a ter um pouco pelo menos da realidade antiga, que quando um olhar bastava para acordarmos de que haviamos saido da linha. Que os dias sejam de alegria por ter filhos adolecentes. Que possamos compartilhar tambem  e nao  ficarmos de lado escondidos como meros espectadores que nao sao considerados aptos a estarem ao seu lado. Que  pobres, ricos crianças  e jovens tenham a devida noçao que a droga ja matou muita gente, e que ja deu motivos  suficientes pra deixar claro que é uma droga! Que quem entra nao sai mais. Que arrasta familias pra desgraça. Que deixa pessoas impotentes de varias maneiras. Que quem esta lucrando com isso esta proliferando mundialmente engrossando seuas arestas de poder. E usuarios, alem de estarem apodrecendo,  acabando com seus neuronios, apagando suas lembranças,ficando indequados a sociedade e familia estao acabando com qualquer futuro.
Que a população acorde! nao havia tufoes, maremotos e tsunamis. Nao se matava por um par de tenis usados,o grito nao era ouvido alem das paredes.
Felicidade MUNDO! É o que desejo.

UM NOVO ANO, UMA NOVA MANHÃ, MAS TUDO MOFA...

Mais um ano se passara. Mais uma coisa não se modifica: tudo mofa. O pão mofa, a carne mofa, a casa mofa, o cérebro mofa. Você mofa! Para alguns existe pelo menos a chance de recuperação ou mesmo de adiamento se houver manutenção contínua. Mas no geral tudo mofa. Fato irreversível na existência. Lei da vida.Velho mofa. Por maior que tenha sido a sua manutenção um dia ele mofa. E quando isto acontece tudo dói, tudo o irrita, tudo o faz se sentir com vontade de acabar com qualquer coisa em volta de si.O desprazer de saber que num dia foi capaz de fazer aquilo, mas hoje seja por conta de sua mente ou de seu corpo seja impossível concretizá-lo, torna-o cada dia mais inseguro. A dependência o humilha, o desumaniza. Você regride à situação do cão de estimação, velhinho, que dá mais trabalho do que alegria a aqueles que tomam conta. Uma bosta!
Aristides assim pensava ao abrir seus olhos naquela manhã. O fez lentamente, sem pressa nenhuma, pois, a única coisa que velho tinha em excesso era tempo. Tempo para não fazer absolutamente nada. Mas sem saber porque, tinha um pressentimento que aquela manhã e aquele dia seriam distintos. Era um novo ano. Uma nova manhã que podia sentir que seria bela pelo aroma e pela luminosidade que adentravam pela janela semi-aberta de seu quarto. Uma desobediência que fazia todas as noites depois, que sua filha se retirava de seu quarto e se assegurava que ele estava deitado e dormindo. Onde já se viu o fato de se deixar uma janela aberta ser ocasionador de uma pneumonia. O problema era a idade do pulmão. Quando ele está nas últimas até banho frio dava pneumonia. Ademais, janela fechada trazia mofo. E o que ele menos queria era se sentir mofado.Acordava antes da filha, fechava a janela e assim a mantinha até que a desmiolada saísse para o trabalho, quando então voltava a abrir. A escancarava. Adorava o movimento das cortinas leves, agindo qual sílfides em seu esvoaçar sereno e descompromissado. Que movimento. Que leveza. Que suavidade no contacto com o ar...




Sentiu-se feliz que não havia mijado em sua própria cama. A disfunção lhe dera uma trégua. Bom sinal. Fez o sinal da cruz, tomou forças e lentamente soerguer seu tronco, conseguindo sentar sem a dor habitual que sentia em sua coluna. Outro excelente sinal. Tudo seria diferente naquele dia. Era um novo ano. Uma nova manhã. Uma nova fralda intacta... Sentia isto no interior de si próprio. Podia respirar o fato. Tocá-lo até. Tocou-o. Estava seco. Fora o sonho. Agora tinha a irrevogável certeza que o sonho que tivera naquela madrugada poderia cristalizar-se em realidade. E haviam um idiotas que dizia que velho não sonhava. Velho sonha. Sonha, vegeta e mofa! Três verdades que o acompanham

Estar sentado, era mais uma vitória e lentamente ele com os pés alcançou seus chinelos. Sentiu inicialmente o frio do piso, mas logo a seguir a suavidade da pelúcia que envolvia aquele seu velho companheiro de todas as manhãs. Era a segurança que sempre sentia antes de chegar ao banheiro. Decidiu dar continuidade a seu destino. Era um novo ano. Uma nova manhã. Mas o velho chinelo... Sorriu e seguiu lentamente, mas ciente que aquela caminhada o levaria a um estágio distinto em sua existência. Afinal, era um novo ano. Uma nova manhã. Um novo mijo...O ato de urinar por controle próprio o fez sentir-se novamente dono de si. Balançou lentamente seu membro. Fazia tempo que não o mirava. Como o chinelo, sempre estava lá quando precisava. Sentiu prazer até o último pingo, que não foi o da cueca, pois não a usará naquela noite, nem o fraldão que sua filha teimava que lhe seria útil. Este estava seco. Não dormira nu, da forma que chegara ao mundo e gostaria um dia, se despedir do mesmo. Mas estar nu, agora mesmo dentro de um banheiro que nem janelas tinha, era ao ver de sua filha outra forma de se contrair pneumonia. Ela parecia ter neuroses com pneumonias. Mas não com mofo. Já que era virgem e beata, aos 57 anos de idade. Logo, estava mofada dos cabelos aos pés. Só falava do padre, da igreja, do sermão, das atividades beneficentes, do que a congregação comentara a respeito dos últimos crimes apresentados no Jornal Nacional. Um bando de inúteis, mofados em toda suas mediocridades, que nada faziam, produziam ou geravam. Apenas discutiam coisas que não os levariam a lugar algum. Não haviam acordado para o fato que era um novo ano. Uma nova manhã...De volta ao quarto, arriscou-se a chegar a janela nu como estava e pretendia permanecer. O fez lentamente, como tantos outros prazeres sentira desta mesma forma. A brisa que soprava branda e constante não tardou a encontrar o seu corpo e a sensação tenra de uma vida afora o fez sentir-se mais novo. Ela o pegou em cheio. O atingira no rosto e no peito cada vez mais franzino e destituído de músculos. Era uma brisa nova. Produto de um novo ano. De uma nova manhã. Seria ela capaz de lhe trazer a tão temida por sua filha pneumonia? Acreditava que não. Livrar-lo-ía sim, do mofo que estava tentando tomar conta de si devido aquela reclusão imposta por aquela virgem recalcada ao quarto que conhecia de cor e salteado, mas que não mais conseguia suportar. Odiava-o.Ser velho era uma merda. Ser tratado como tal pior ainda. Mas aquele dia tudo seria diferente. Era um novo ano. Uma nova manhã e ele tivera o sonho. Não um sonho. Ele tivera o sonho. A revelação. Fora um aviso divino. A luz que necessitava para achar o final de seu túnel. Ou melhor daquele quarto que odiava, daquela cama que era sua maior inimiga... Ou melhor sua segunda maior inimiga. Filha... nem mesmo de seu sangue ela o era. Desdemona era filha de sua mulher, produto de um primeiro casamento curto, e de um viuvez longa. Não tinha a sutileza, nem a beleza, nem mesmo o destemor da heroína de Shakespeare. Sempre fora uma tonta, temente a Deus e a pneumonia. Nunca notara o mofo que a recobria. Conhecera-a com 14 anos quando já era uma pateta e nada se podia fazer para retroceder seu processo de imbecilidade mental. Tornara-se sua enteada depois de dois anos de namoro com Iara, e Iara valia todo e qualquer sacrifício. Mesmo o de ter sob seu próprio teto aquela parva. Primeira colocada no ginásio, no cientifico, no vestibular e na faculdade. E tudo isto para que? Para ser uma funcionaria de um banco mofado, a duas quadras de sua própria casa e ter sua carreira limitada a uma mesa com uma flor e dois porta-retratos. Todos igualmente mofados. E era virgem. Logo igualmente mofada.Mofo... como odiava o mofo...Desdemona não namorara, não casara, não constituíra família e agora se achava no direito de culpá-lo pelo fato. Achava que a doença que levou sua mãe à morte ainda muito cedo e aquela outra que os médicos não sabiam diagnosticar, mas que fazia ele permanecer na cama a maior parte do tempo, eram os responsáveis por ela nunca ter tido tempo de procurar por um companheiro. Leda mentira. Ela era feia, chata, magra que nem um vara pau e mofada. Lia apenas a Bíblia e gostava tão somente de igrejas e orações. Da casa para o trabalho. Do trabalho para a igreja. Da igreja para o supermercado. Do supermercado para a casa. Quem poderia se interessar por uma coisa como esta? Talvez o padre. Mas este tinha seus votos a cumprir. Era o primeiro dia do ano. O único dia que Desdemona se dignava a deixá-lo em paz. Não vinha checá-lo pela manhã. Mas o telefonava para saber se tudo estava bem. Entrava cedo no banco para aquelas enfadonhas reuniões de discussão de diretrizes. Ou melhor de como os bancos iriam ganhar mais dinheiro naquele ano, daqueles que conseguiam seu ganha pão honestamente com o suor de seu próprio trabalho. Bancos: uns sangue sugas. Uns parasitas. Uns mofados.Ela ligaria em minutos. E eles não respeitavam sequer o que deveria ser um feriado. Contra senso infernal! O que lhe dava o direito de achar que um velho mofado como ele não poderia passar mal ou mesmo morrer no primeiro dia de um novo ano. De uma nova manhã. Seu ótimo relacionamento com o Senhor? Quem lhe dava o direito de determinar quando ele poderia ou não passar mal ou morrer? O simples fato dela ter aquelas reuniões e estar bem com as ordens do paraíso? Pois, que ela tomasse conhecimento que velhos morrem de Domingo a Domingo. Qualquer dia era dia e o primeiro dia de um novo ano não era exceção. E ele pedia todos os dias a Deus, que se um dia tivesse que ser levado a seus braços, o fosse no primeiro dia de um novo ano, só para aquela santa de pau oco, ter remorso e tomar ciência que toda aquela sua preocupação nos outros 364 dias, onde não haviam as reuniões de diretrizes, fora inútil. Mas para aquele aprendiz de santa, ele teria que estar bem no primeiro dia no primeiro dia de um novo ano, já ela tinha aquelas inoperantes e mofadas reuniões, antes da abertura das portas do banco. Que na verdade não seriam abertas ao público. Mas sim para ele...Olhou para o pulso. Estava fino e sem o seu relógio. O havia deixado na mesinha de cabeceira junto ao copo da dentadura. Olhou para aquela peça fictícia que tentava passar por real, mas que pelo menos o fazia ainda conseguir mastigar alimentos mais leves. Ela se mantinha impávida e mergulhada na água que assumia uma cor estranha. Era degradante, mas pelo menos submersa, não mofaria. Ele já tinha partes suficientes em seu corpo mofadas para ter outra em sua boca.Baixou as vistas e mirou a mais mofada de todas. Seu órgão genital. Afinal foi assim que sua mãe o ensinou a se dirigir a seu membro. Que eufemismo. Pica soava mais real, menos pomposo e mais efetivo. Talvez ela tivesse mofado entre as suas pernas, por ter sido sempre tratado ridiculamente de órgão genital. Ou quem sabe por seu excessivo uso, afinal tivera uma saudável mocidade e Iara nunca negara fogo. Até mesmo pouco antes de fenecer.Lentamente caminhou em direção de volta à sua cama. Apossou-se de seu relógio, assumiu sua dentadura, botou as calças e calçou suas antigas botas. Foi quando teve aquela dúvida. Não seria mais fácil se calçar as calças e se botar as botas? A língua portuguesa era mesmo deveras complicada. Nunca a entendera. Por isto estava repleta de acentos e definitivamente mofava. Como tudo naquele pais de merda que não tratava condignamente aposentados, como ele. Mesmo no alvorecer de um novo ano, de uma nova manhã...Trabalhara, defendera com bravura sua bandeira em terras italianas, fora condecorado mas nunca recebera uma pensão condizente com o suor que deixara, na escola, nos campos de batalha e mesmo depois na chefatura de policia. Ganhara aquele relógio de ouro, com uma gravação a fogo que todo dia tocava sua pele, escrita por seus subalternos por ter sido, segundo eles próprios, sempre um exemplo de integridade, honestidade e destemor. E o que isto lhe trouxera? O que aquela honorabilidade o levara? Ao mofo. Ninguém se lembrava mais dele, ninguém o visitava. Enquanto isto, aqueles que conhecera tão bem, que nunca foram brindados com relógios de ouro, mas roubaram muitos dos mesmos durante as suas pouco honestas vigências profissionais, hoje gozavam um final melhor, com muito dinheiro e a garantia que o mofo nunca os iria atingir. Mofo não atinge ricoCaminhou lentamente, quase que se arrastando até o armário onde não teve dúvidas de pegar aquela camisa que Iara lhe presenteara, no dia de sua aposentadoria. Dois meses antes de fenecer. Que para ele era de muito maior valor do que o relógio de ouro que cada dia se fazia se sentir mais pesado em seu pulso. Colocou a gravata. Não tinha certeza se ainda saberia como dar o nó na mesma. Ficou feliz que sua ecmnésia não o havia feito esquecer. Existiam realmente coisas que seu pai lhe dissera que um homem nunca esquece. Andar de bicicleta e dar um nó em uma gravata eram duas delas. A terceira não tinha tanta certeza: o de ter sempre orgulho de si próprio. Talvez seu pai assim o pensasse por ter morrido cedo, em um desastre aéreo, antes de ter sido atacado pelo mofo. Após colocar o velho paletó de tantas fainas, abaixou-se lentamente e com muito cuidado para não quebrar ao meio. Naquela caixa de sapato que mantinha escondida abaixo de outros sapatos que não mais usava, apossou-se de sua velha amiga: a Ritinha. A velha quarenta e cinco que como Iara nunca falhara, era uma das únicas coisas que possuía que não estava mofada. Trabalhara muito, como seu órgão genital, mas na realidade fora mais bem cuidada por ele. Nunca tivera uma gonorréia. O órgão, várias. Por isto mofou. Voltou a encarar Ritinha. Bela. Sentiu prazer em empunhá-la. Ela mandara vários de volta para o lugar de onde nunca deveriam ter nascido. Orgulhava-se do fato. Não se deu ao luxo de colocar sua cartucheira. Ela era também uma velha amiga e entenderia o desconforto que aquilo causaria em seu ombro. Apenas deixou Ritinha assentar-se no fundo do bolso de seu paletó. Para manter o mesmo simétrismo em seu corpo, colocou o não mais usado cinzeiro, - presente de Iara - no outro bolso. O peso de ambos era quase idêntico. Trabalho perfeito. Ele ainda não esquecera de seus macetes.Iara nunca mofara, pois era eternamente viva e jovem em espírito. Lhe presenteara com aquele cinzeiro, mesmo sendo contra seu vicio, que hoje fazia apenas um de seus pulmões funcionarem. Quis o destino que ela fosse antes, com um câncer no pulmão, sendo abstêmia, vegetariana e sem nunca ter tido vontade sequer de colocar um cigarro em seus lábios. Crueldades daquele que sua parva filha tanto respeitava e idolatrava. Muitos anos haviam se passado e iara nunca mais teve o ensejo de viver um novo ano, uma nova manhã. Olhou-se no espelho. Não reconheceu-se. De há muito deixara de lado o hábito de olhar-se. Estava realmente mofado. Não era apenas impressão, ou coisa de velho bobo que não tinha nada para fazer, como a parva costumava dizer. Uma mofada bíblica...Consultou o de ouro. As portas do banco estariam fechadas, mas em vinte minutos que ele calculava ser o tempo necessário que levaria para vencer aquelas duas quadras, ele estaria lá. Acenaria para sua filha e já imaginava o torpor de sua expressão em imaginar como ele saíra da cama. Imediatamente faria o guarda o deixar entrar. Afinal mesmo em um novo ano em uma nova manhã, a rua era uma geradora de pneumonias. O sonho fora perfeito.Não saía fazia muito tempo. Muito tempo era maneira de dizer. Eram anos. Quase uma década. Outrossim, distâncias não mudam nem mofam... Outrossim, o que está a sua volta, sim...Como a si próprio, o velho Antônio da portaria não o reconheceu. Melhor assim. Seria uma inchação no saco escrotal ficar dando explicações de coisas que não tinham a menor explicação. Ele tinha uma vida a viver e Antônio, como toda aquela portaria de cara nova, estava mofado. E quase cego Afora, sentiu o calor que tanto sentia falta. Como era bom suar. Evitava o mofo. Olhou a seu redor, lentamente. Não conseguiu reconhecer aquela rua que fora durante quase toda a sua existência, parte de seu dia a dia. Havia uma nova farmácia na esquina e tinham acabado com a sorveteria do Lopes. Porque aquela parva não lhe avisara? Não lhe trazia sorvetes porque dizia que lhe poderiam causar pneumonia, diarréia e outras invenções de sua pervertida mente bíblica. Se tivesse dito que a sorveteria do Lopes fechara, ele não teria sofrido tantos anos com a ânsia de poder saboreá-los. Pérfida criatura. O mofo já lhe atingira realmente o cérebro. Lembrou-se de quantas vezes de mãos dadas por ali passeou com Iara. Sentiu seus olhos úmidos. Em pouco se encheriam de lágrimas. Conteve-se. Estava mofado mas não derretido. Empertigou-se e seguiu a direção que achava ser a do seu banco. Caminhou lentamente, desviando-se das bostas dos cachorros, dos buracos no pavimento e dos pára-choques dos carros estacionados indevidamente na calçada. O Rio de Janeiro, realmente não mudara absolutamente nada em certos detalhes. Neste ponto não mofara. Conseguiu atravessar a primeira rua. Teve o cuidado de dar alguns segundos para si, depois que o sinal abriu. Apenas por garantia. Estava certo. Duas viaturas haviam avançado o sinal. Um taxi e um esporte conversível que não conseguira reconhecer o modelo ou sequer a marca. Devia ser importado. Rico sempre adorou avançar o sinal. Nas ruas e em seus negócios. Rico era a única coisa que não mofava no Brasil. Estavam ilesos ao mofo e as leis. As desrespeitavam, pois, a eles não se aplicavam, mesmo em um novo ano e em uma nova manhã.

No segundo quarteirão descobriu que a casa Mattos havia sido também extirpada em sua existência. Talvez tivesse mofado, afinal estava cheia de livros e papéis. Coisas que perecem com extrema facilidade. Quando então, quase foi alcançado por dois meninos em alta velocidade. Voavam sobre pranchas de rodas. Nunca as tinha visto. Não eram os velhos patins. Eram pranchas de jacaré minimizadas e com rodas. Talvez os patins tivessem igualmente mofado. Novas lojas apareceram à sua frente. Não as reconhecia. Todo o velho comércio de Ipanema desaparecera. Era outro mundo. Outra Ipanema. Outra vida. Onde estariam seus antigos donos? Provavelmente mofados em seus quartos a espera de partir desta para uma vida melhor. Doce ilusão...Lembrou-se de Iara. Ela sempre quis um apartamento de frente. Se a tivesse ouvido, teria acompanhado da janela a evolução pelo menos de sua rua. De seu único contato com o mundo afora, via apenas as áreas de serviço dos apartamentos de um prédio vizinho. Conhecia todas as empregadas. Elas riam ao vê-lo passear nu pelo quarto.Divisou a entrada do banco. Mudara. Era agora de vidro e mais moderna. Tinha até um individuo uniformizado e armado por trás dos mesmos. Segurança. Sabia que a cidade ficara ainda mais violenta. Via televisão de vez em quando. Adorava saber das desgraças. Elas o faziam sentir-se menos infeliz. Onde se mantinha cativo, tinha segurança. Mofava mas sobrevivia. Fez um sinal para o guarda contatar-se com sua filha. O mesmo tinha as mesmas características de um símio. Físicas e mentais. Custou a entender. Mas um pouco e ele teria realmente sido atacado pela pneumonia. Mas sem o auxilio de uma banana ele finalmente entendeu. Sua filha teve a parte inferior de suas mandíbulas insustentáveis. Deixo-as pendentes. Mas pelo menos teve o reflexo de ordenar o guarda que o deixasse entrar.Penetrou no recinto. Recinto... viatura... individuo... Meu Deus, sentia-se como em seus tempos na décima terceira da Nossa Senhora de Copacabana. Que deveria estar igualmente mofada, ou demolida.Quando entrou a geringonça apitou. Haviam criado detectores de metal para as entradas dos bancos. Que modernidade. O guarda se aproximou dele. Tinha a mesma expressão de sua filha: parva- O senhor trás algum metal? Chaves? Moedas?Evidente que sim, senão aquela porra não teria apitado.- Um revólver – respondeu cinicamente.O individuo arregalou os olhos. Faltavam-lhe vários dentes em ambas as arcadas e um considerável volume de massa cefálica entre suas orelhas. Não tinha mais dúvidas. Era o par perfeito para sua filha. Dois mofados. Um macaco e uma banana! Mofados não, pútridos. Talvez fornicassem no final do expediente. Fez uma cara de velho bobo e sapecou:- Estou brincando. São meus joelhos. Restaurados em metal. Não dá para retirá-los, o senhor há de convir...Ele como todo bom parvo acreditou. Afinal o que um velho murcho e mofado estaria fazendo armado? Sorriu e o convidou a entrar. Pobre idiota. Era mais que um símio. Era um símio retardado.Reconheceu sua filha em uma das salas de vidro da esquerda. Tinha dois elementos de origem árabes à sua frente. Provavelmente estava extorquindo os últimos centavos de ambos, com os juros indecentes que aquele banco cheio de frescura deveria cobrar. Ela rezava a noite e extorquia durante o dia.Todos os funcionários ali presentes eram mais jovens do que ele e tranquilamente o poderiam render. Mas a vida lhe ensinara que todos os poderes foram obtidos pela força. A fraqueza e a covardia, incitam a opressão e o despotismo. Ninguém deu bola para ele. Porque haveriam de dar? Era um velho mofado? Só os coveiros lucravam com pessoas como ele. Todos mais pareciam interessados em seus tarefas, suas máquinas que usavam sem o menor constrangimento. Seria mais fácil do que no sonho. E afinal era um novo ano, uma nova manhã...Sentiu que o guarda deu as costas para ele. Sua filha levantou-se. Ambos nunca iriam pressentir qualquer perigo. Era um parvo, com cérebro de mico retardado e que nunca deveria ter tido a oportunidade de empunhar uma arma consigo. E uma banana podre que só pensava na Bíblia.Em um movimento ágil apossou-se da arma do vigilante e deu um tiro para cima. Com a outra, trouxe Ritinha para fora do bolso de seu paletó. Todos os olharam. Inclusive sua filha que não parecia acreditar no que seus olhos lhe diziam. Agora é que aquela sua mandíbula inferior não voltaria mais para o seu lugar.- Bom dia macacada!Sem exceção todos os ali presentes o olharam com estupor, mesmo sendo um novo dia, de um novo ano, de uma nova manhã.- Todos no chão. De bruços. Isto é uma assalto seus mofados!Obediência geral e irrestrita.A única que desobedeceu a principio foi sua própria filha. Ela estava branca qual cera. Mas logo deitou-se igualmente ao solo, pois, tinha convicção que nenhum homem esquece de como portar uma arma de fogo. Seu pai muito menos. E ele agora tinha duas em suas mãos.
Renato Gameiro
































































































































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quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

mandado pela Eliane / amiga desde os 14 anos.Imagina!Reliquia.



Último dia desse ano.... em horas estaremos em 2010 do calendário cristão....!aff... q loucura essa coisa de realmente achar q tudo muda na contagem regressiva.... mas, não é loucura não....temos em todos os dias uma contagem regressiva para um novo tempo...e cada novo tempo inicia-se com o nascer do sol....!inicia-se com o por do sol...! inicia-se em cada estrela q aparece ao escurecer.... inicia-se em cada gota de chuva q toca o chão... inicia-se simplesmente, sem q a gente perceba... pq estamos muito ocupados para isso....! então, uma vez, no término do ciclo de translação da Terra.... temos uma vaga idéia de um novo tempo!...q passa rapidinho, assim q a ressaca termina... e voltamos para nossos estreitos caminhos...de pouca visão...de pouca decisão...de falsa ilusão....


Na virada do ano, a alegria q vive apertada, confinada dentro de nós durante todo o percurso do planeta azul, na imensidão do universo.... explode como um big-bang na contagem regressiva...e abraçamos quem conhecemos, quem não conhecemos...desejamos as melhores coisas ...o melhor do melhor para todos....distribuímos sorrisos e beijos...afetos...os mais belos cartões e belas mensagens....iluminamos os céus com fogos de todas as cores...dançamos e pulamos juntos...fazemos promessas... rituais... resoluções...e ...por algum momento tudo isso faz tanto sentido...q também passa com a ressaca dos primeiros impostos de janeiro....!!!!hahahahaha.... e novamente lá estamos nós desbotados... desejando que as festas de fim de ano cheguem logo.... para novamente sentir essa deliciosa magia....não nos dando conta que está dentro de nós e sempre esteve dentro de nós, em todos os dias...dia após dia...! trancamos dentro da gente o que temos de melhor.... que pena!

Bem... então desejo para todos um feliz ano novo em cada novo dia de 2010...!

Eliane

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

"Brasil, país de tolos!"Leiam Danilo Gentili, do CQC, escreveu a respeito da piada de Robin Williams sobre o RJ e sua escolha como cidade-sede das Olimpíadas de 2016, no programa do David Letterman.



Uns anos atrás, os Simpsons vieram pro Brasil. Homer foi sequestrado. Bart ficou excitado com a loira de short enfiado na bunda que apresentava um programa infantil na TV. O menino pobre que a Lisa ajudou não tinha o que comer, mas estava muito feliz desfilando no Carnaval. Esses dias, Robin Willians falou o seguinte: "Claro que o Rio ganhou de Chicago a sede das Olimpíadas. Chicago levou Michele e Oprah e o Rio levou 50 strippers e 500g de cocaína/Eu ri! Advogados, autoridades e populares se revoltaram nos dois casos. Eles não se revoltam, não se mobilizam, não processam, não abrem inquéritos, não fazem passeatas quanto ao sequestro, pouco importa a loira vagabunda apresentadora de programa infantil, a idiotice do carnaval, o tráfico de drogas e a prostituição que acontecem na vida real bem debaixo do nosso nariz.Eles se revoltam só quando usam isso pra fazer piada.


A piada realmente boa sempre ofende alguns e mata de rir outros por um motivo simples: a boa piada sempre fala de uma verdade.Num País onde aprendemos a mentir, enganar, roubar, tirar vantagem desde cedo, a verdade não diverte: assusta. O cara engraçado pro brasileiro é sempre aquele que fala bordões manjados, dá cambolhatas no chão em altas trapalhadas, conta piadas velhas, imita o Silvio Santos e outras personalidades ou faz um trocadilho bobo mostrando ser um ignorante acerca dos assuntos. Esses bobos passivos nos deliciam porque não incomodam ninguém! Um cara que faz um gracejo com uma verdade inconveniente pro brasileiro é como o alho pro vampiro - merece ser execrado.O brasileiro é uma gorda de 300 quilos que odeia ouvir que é gorda. Ela faz um regime pra parar de ouvir isso? Não! Regime e exercício dão muito trabalho. É mais fácil ir ao shopping, comprar roupa de gente magra, vestir e depois acomodar a bunda na cadeira do McDonalds. O problema é que nem todo mundo é obrigado a engolir que aquela fábrica de manteiga é Barbie, só porque está com a roupa da Gisele Bundchen. Então é inevitável que mais hora, menos hora, alguém da multidão grite: "Volta pro circo!" ou "Minha nossa! É o StayPuff com o maiô da Dayane dos Santos?". Então a gorda chora. Revolta-se. Faz manha... Ameaça. Processa. Porque, embora ela tenha tentado se vestir como uma magra, no fundo, a piada a fez lembrar que ela é mais gorda que a conta bancária do Bill Gates. A autoestima dela tem a profundidade de um pires cheio de água. Ao invés de dizer que "Robin Williams tem dor de corno", prefeito do Rio, vá cuidar primeiro da sua dor de mulher de malandro. Sabe? Mulher de malandro, sim, aquela que apanha, apanha, apanha mas engole os dentes e o choro porque acha que engana a vizinha dizendo: “Eu tenho o melhor marido do mundo”. Advogados. Vocês já são alvo de piadas por outros motivos. Já que se incomodam com piadas, evitem ser alvo de mais algumas delas, não processando Robin Williams. Em vez de processo, envie pra ele uma carta de gratidão. Pense que ele estava num dos melhores programas de TV do mundo e só falou de puta e cocaína. Ele poderia ter falado por exemplo, que o turista que vier pra Olimpíadas se não for roubado pelo taxista, o será no calçadão. Poderia também ter dito que o governo e a polícia brasileira lucram com aquela cocaína do morro carioca que ele usou na piada. E se ele resolvesse falar algo como: “As crianças do Brasil não assistirão às Olimpíadas porque estarão ocupadas demais se prostituindo”? Ah... E se ele resolvesse lançar mais uma piada do tipo: “Brasileiro é tão estúpido, que se preocupa com o que um comediante diz, mas não se preocupa com o que o político em quem ele vota faz...”.Enfim... são muitas piadas que poderiam ter sido feitas. Quem é imbecil e se incomoda com piada, não seja injusto e agradeça ao Robin Williams porque ele só fez aquela. E depois brasileiro insiste em fazer piada dizendo que o português é que é burro."

Não esmoreça e nem desista. Trabalhe duro!Afinal, milhões de pessoas que vivem do Bolsa-Família, sem trabalhar, dependem de você!

Veja como é facil ficar em forma. É só ter boa vontade,gostar desse tipo de droga...vicie se..vc vai ficar linda!

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segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

ERRAR É HUMANO, PERSISTIR NO ERRO...‘O Submarino da Lagoa Rodrigo de Freitas’ - de Renato Gameiro –



Ontem me ative ao amigo de juventude Osvaldo, que por força do destino fez valer a sua eterna vontade de ser chamado e reconhecido como Oswald, no decorrer de sua existência. Outrossim, o grande ensinamento de vida que ele me deu, foi o de mesmo nadando contra a forte correnteza, ter conseguido ser aquilo que sempre sonhou. Antes tarde do que nunca.Tentar ser aquilo que não é, me parece ato falho. Destituído de qualquer racionalidade. Pode-se seguir a principio um caminho, seja ele qual for, mas tem que se ter a hombridade de reconhecer seu erro ou que aquilo que você realmente está exercendo, não foi designado para você. Aquilo que não tem o seu perfil, muito menos a sua cara, tem que ser abolido de sua existência. Imaginem o Picasso médico, o Dr. Pitangui puxador de escola de samba, o Garrinhcha escritor e a senhora e ex-terrorista Dilma, ministra ou presidente de uma nação! Realmente não combina.O que o presidente Lula está tentando fazer é o mesmo que o pai do hoje Oswald, tentou fazer, com seu filho Osvaldo. Ou mesmo, para se dar um exemplo de maior significância, o que o Feola tentou fazer no inicio na Copa do Mundo de 1958. Escalar o time errado.O time que entrou em campo para estrear contra a fraquíssima Áustria, como pode ser visto na foto de abertura foi Gilmar – De Sordi, Bellini, Orlando e Nilton Santos – De Sordi e Didi – Joel, Mazzola, Vavá e Zagallo. Ganhamos de 3x0 mas não convencemos a ninguém. Quanto mais a nós mesmos. A seguir empatamos com os perna de paus dos inglêses em 0x0. E teríamos a seguir que enfrentar os favoritos daquela competição; a Rússia. Aí o gordo Feola foi acordado e chamado a razão, dizem as más línguas pelo Didi e o Newton Santos, que dentro do campo, sabiam melhores do que ninguém que o motor estava batendo pino. E o Brasil, mudou naquele ponto, ganhou da Rússia e terminou a Copa, sagrando-se pela primeira vez campeão do mundo com Gilmar – Djalma Santos, Bellini, Orlando e Newton Santos – Zito e Didi – Garrincha, Vavá, Pelé e Zagallo. Deu para se notar a diferença? Como pode ser visto na foto.
Errar é humano, persistir no erro é que difere o inteligente do imbecil, ou moderando o termo, do mal intencionado ou mal preparado.Se existe uma coisa que não podemos vestir o presidente Lula é a carapuça de ser um imbecil. Longe disto. Ele tem a vivacidade do homem que viveu na rua e soube trilhar o seu destino. De alta didática, provou estar preparado para manejar política, mesmo não entendendo patavina de qualquer área de seus ministérios. Sempre defendi a tese que se Einstein fosse o presidente da Microsoft, ele a arruinaria em dois anos. O presidente de uma república, como o treinador de uma equipe de futebol, tem que ser o homem que escala bem a sua equipe e sabe equilibrar os egos daqueles que a compõem dentro e fora do campo. Muitos dos quais que se julgam gênios.Que as feministas me desculpem – embora eu acredite que nem para as feministas, a candidata do nosso presidente agrade – mas não dá para aceitar a tese que a senhora Dilma tenha capacidade de gerenciar uma nação continente, emergente e tão complexa como o Brasil.Para quem não acredita eu perguntaria. Você tem um banco, uma industria ou mesmo um supermercado, para quem você daria os plenos poderes de decisão, a dona Dilma ou ao senhor Serra? Vamos esquecer de preferências pessoais. Vamos nos ater apenas na capacidade profissional demonstrada, até o presente momento, por cada um. Esquerda por esquerda, ambos lutaram contra a revolução. Logo, não há como diferi-los. Dona Dilma dirigiu algum Estado, alguma prefeitura. Foi eleita para algum cargo importante de gerenciamento pela força do voto popular? Eu acho que não existe chance da preferência racional recair nesta senhora.Eu era bem pequeno quando o Brasil ganhou a sua primeira Copa. Me lembro que estudava no primário do Colégio Santo Ignácio, no Rio de Janeiro, e recebia as informações dos resultados dos jogos, durante as aulas, pelo diferença de horários entre a Suécia e o Brasil. Não havia televisão, apenas rádio. Rádio exagerava, mas não mentia.O Feola nos deu uma lição. Se obrigado ou não, não cabe a mim julgar. O que interessa é que redimiu-se de seu erro inicial e teve a grandeza de mudar. Por isto ganhamos aquela Copa e outras mais.Aprendi com esta lição, que tudo na vida tem uma razão de ser. Você nasce com dom. Cabe a cada um descobrir o seu. Quem o faz cedo, vive mais tempo feliz consigo mesmo. Quem o exerce por prazer, acaba obtendo melhores resultados. Mudei da arquitetura para os cavalos de corrida, em minha vida profissional, pois, isto era o que eu queria. Foi o meu chamado. Não me arrependo. Hoje igualmente escrevo, pois, isto me dá prazer. Mas nunca seria chefe de uma nação porque o cara assim o quis. Se não sou gênio, Deus instituiu-me pelo menos com o senso do ridículo.